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TraumaTraumatologia

Fraturas do Ombro

As fraturas da região do ombro incluem três grupos principais: fratura do úmero proximal (a mais comum, especialmente em idosos com osteoporose), fratura da clavícula (muito frequente em jovens após trauma esportivo ou acidente) e fratura da escápula (rara, geralmente associada a traumas de alta energia). Cada uma exige abordagem diagnóstica e terapêutica específica. Ao contrário das fraturas do cotovelo, as fraturas do ombro raramente comprometem a amplitude de movimento a longo prazo quando bem tratadas, já que a articulação glenoumeral tolera melhor períodos curtos de imobilização.

Ilustração anatômica de fraturas na clavícula e na escápula
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Conceito e Anatomia
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Visão Geral & Anatomia Articular

Conceito Articular

A articulação acrômio-clavicular liga a extremidade distal da clavícula ao acrômio na escápula. Por suportar altas cargas de tração e compressão, o desgaste cartilaginoso provoca dor bem localizada no topo do ombro, estalidos e limitação em movimentos acima da cabeça ou em treinos de força.

Sintomas

  • Dor intensa e imediata após o trauma
  • Inchaço, hematoma e deformidade na região do ombro
  • Incapacidade de movimentar o braço normalmente
  • Crepitação ou instabilidade ao toque
  • Possível comprometimento neurológico (nervo axilar, plexo braquial)

Causas

  • Queda sobre o braço estendido ou diretamente sobre o ombro
  • Trauma de alta energia (acidentes, esportes de contato)
  • Osteoporose em idosos (traumatismos de baixa energia)
  • Contratura muscular violenta (convulsão, choque elétrico)
Epidemiologia e Fatores de Risco
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Perfil Epidemiológico & Sobrecarga

Alta Prevalência em Atletas de Força

Muito frequente em frequentadores de academia e praticantes de musculação (especialmente em supino reto, inclinado e desenvolvimento de ombros).

Faixa Etária Predominante

Comum entre a 3ª e a 5ª década de vida, afetando trabalhadores manuais e desportistas.

Osteólise Distal da Clavícula

Microtraumas repetitivos provocam reabsorção óssea na ponta da clavícula com processo inflamatório crônico.

Diagnóstico por Imagem

Diagnóstico por Imagem
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Exames e Diagnóstico Clínico

Radiografias em múltiplas incidências como primeiro passo. Tomografia computadorizada para planejamento cirúrgico e avaliação de fraturas complexas. Avaliação neurovascular obrigatória.

Classificação

Classificação Clínica de Kellgren-Lawrence
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Classificação Radiográfica

Classificação de acordo com Kellgren-Lawrence (artrose):

Grau 0

Sem alterações radiográficas

Grau I

Osteófitos discretos

Grau II

Osteófitos definidos e estreitamento discreto

Grau III

Estreitamento importante do espaço articular

Grau IV

Estreitamento grave, esclerose e grandes osteófitos

Tratamentos

1
Imobilização com tipoia ou órtese para fraturas não desviadas
2
Fixação cirúrgica com placa e parafusos para fraturas desviadas (úmero proximal, clavícula)
3
Artroplastia de ombro para fraturas cominutivas em idosos
4
Tratamento conservador para maioria das fraturas de escápula
5
Reabilitação precoce para prevenir rigidez e atrofia muscular

Tratamento Clínico

Tratamento Clínico
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Tratamento Cirúrgico

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Recuperação

Consolidação óssea: 6 a 12 semanas para clavícula, 12 a 16 semanas para úmero proximal. Retorno funcional completo: 4 a 6 meses com reabilitação adequada.

Doenças Relacionadas

Para entender melhor o quadro geral e as opções de tratamento na mesma região do corpo, veja também:

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Dr. Yan Moitinho

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