Síndromes Compressivas Nervosas do Cotovelo
As síndromes compressivas nervosas do cotovelo incluem principalmente a síndrome do túnel cubital (compressão do nervo ulnar) e a síndrome do túnel radial (compressão do nervo interósseo posterior). Ambas causam dor, parestesias e, em casos avançados, fraqueza muscular e atrofia.


Conceito Articular
A articulação acrômio-clavicular liga a extremidade distal da clavícula ao acrômio na escápula. Por suportar altas cargas de tração e compressão, o desgaste cartilaginoso provoca dor bem localizada no topo do ombro, estalidos e limitação em movimentos acima da cabeça ou em treinos de força.
Sintomas
- Formigamento e dormência no 4º e 5º dedos (nervo ulnar)
- Dor na face lateral do cotovelo irradiando para o antebraço (nervo radial)
- Fraqueza de preensão e pinça (nervo ulnar)
- Sinal de Tinel positivo na região acometida
- Atrofia dos músculos intrínsecos da mão em casos avançados
Causas
- Apoio prolongado do cotovelo (nervo ulnar)
- Flexão mantida do cotovelo ou atividades repetitivas
- Alterações anatômicas do túnel cubital ou radial
- Traumas e fraturas prévias do cotovelo

Perfil Epidemiológico & Sobrecarga
Alta Prevalência em Atletas de Força
Muito frequente em frequentadores de academia e praticantes de musculação (especialmente em supino reto, inclinado e desenvolvimento de ombros).
Faixa Etária Predominante
Comum entre a 3ª e a 5ª década de vida, afetando trabalhadores manuais e desportistas.
Osteólise Distal da Clavícula
Microtraumas repetitivos provocam reabsorção óssea na ponta da clavícula com processo inflamatório crônico.
Diagnóstico por Imagem

Exames e Diagnóstico Clínico
Exame clínico com testes provocativos. Eletroneuromiografia (ENMG) para confirmar localização e grau de compressão. Ultrassonografia do nervo para medir área de secção transversa.
Classificação

Classificação de acordo com Kellgren-Lawrence (artrose):
Sem alterações radiográficas
Osteófitos discretos
Osteófitos definidos e estreitamento discreto
Estreitamento importante do espaço articular
Estreitamento grave, esclerose e grandes osteófitos
Tratamentos
Tratamento Clínico

Tratamento Cirúrgico

Recuperação
Casos leves: melhora em 4 a 8 semanas com tratamento conservador. Pós-cirúrgico: 6 a 12 semanas. Quanto mais precoce o diagnóstico e tratamento, maior a chance de recuperação neurológica completa.
Doenças Relacionadas
Para entender melhor o quadro geral e as opções de tratamento na mesma região do corpo, veja também:
- Epicondilites Lateral e Medial — Tendinopatia por sobrecarga dos extensores (lateral) ou flexores (medial) do antebraço.
- Instabilidade do Cotovelo — Lesões ligamentares que causam instabilidade articular, comuns em atletas de arremesso.
- Reabilitação Pós-Cirurgia do Cotovelo — Protocolo de recuperação funcional após procedimentos cirúrgicos no cotovelo.
