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Cirúr. / ClínicoCotovelo

Epicondilites Lateral e Medial

A epicondilite lateral ("cotovelo de tenista") e medial ("cotovelo de golfista") são tendinopatias por sobrecarga que afetam as inserções tendíneas nos epicôndilos do úmero. A lateral é mais comum e acomete os extensores do punho; a medial acomete os flexores-pronadores. Ambas causam dor, fraqueza e limitação funcional.

Ilustração anatômica do cotovelo com inflamação na região do epicôndilo
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Conceito e Anatomia
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Visão Geral & Anatomia Articular

Conceito Articular

A articulação acrômio-clavicular liga a extremidade distal da clavícula ao acrômio na escápula. Por suportar altas cargas de tração e compressão, o desgaste cartilaginoso provoca dor bem localizada no topo do ombro, estalidos e limitação em movimentos acima da cabeça ou em treinos de força.

Sintomas

  • Dor localizada no epicôndilo lateral ou medial do cotovelo
  • Piora da dor com movimentos específicos do punho
  • Fraqueza de preensão e dificuldade para segurar objetos
  • Dor irradiada ao longo do antebraço
  • Sensibilidade ao toque sobre o epicôndilo afetado

Causas

  • Movimentos repetitivos de extensão (lateral) ou flexão (medial) do punho
  • Prática de esportes de raquete sem técnica adequada
  • Atividades laborais com esforço repetitivo do antebraço
  • Degeneração tendínea (angiofibroblástica)
Epidemiologia e Fatores de Risco
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Perfil Epidemiológico & Sobrecarga

Alta Prevalência em Atletas de Força

Muito frequente em frequentadores de academia e praticantes de musculação (especialmente em supino reto, inclinado e desenvolvimento de ombros).

Faixa Etária Predominante

Comum entre a 3ª e a 5ª década de vida, afetando trabalhadores manuais e desportistas.

Osteólise Distal da Clavícula

Microtraumas repetitivos provocam reabsorção óssea na ponta da clavícula com processo inflamatório crônico.

Diagnóstico por Imagem

Diagnóstico por Imagem
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Exames e Diagnóstico Clínico

Diagnóstico clínico com testes provocativos (Cozen, Mill para lateral; pronação-flexão para medial). Ultrassonografia para confirmar extensão da lesão. Ressonância magnética em casos atípicos.

Classificação

Classificação Clínica de Kellgren-Lawrence
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Classificação Radiográfica

Classificação de acordo com Kellgren-Lawrence (artrose):

Grau 0

Sem alterações radiográficas

Grau I

Osteófitos discretos

Grau II

Osteófitos definidos e estreitamento discreto

Grau III

Estreitamento importante do espaço articular

Grau IV

Estreitamento grave, esclerose e grandes osteófitos

Tratamentos

1
Fisioterapia com protocolo excêntrico (Alfredson adaptado)
2
Ondas de choque extracorpóreas
3
Infiltração com corticoide ou PRP guiada por ultrassom
4
Órtese de contrapressão (banda infracondiliana)
5
Cirurgia de liberação tendínea em casos refratários (>6-12 meses)

Tratamento Clínico

Tratamento Clínico
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Tratamento Cirúrgico

Tratamento Cirúrgico
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Recuperação

Casos leves: 6 a 12 semanas com fisioterapia. Tratamento com PRP: melhora progressiva em 3 a 6 meses. A maioria dos pacientes (>90%) responde ao tratamento conservador.

Doenças Relacionadas

Para entender melhor o quadro geral e as opções de tratamento na mesma região do corpo, veja também:

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Dr. Yan Moitinho

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