Fraturas do Cotovelo
As fraturas do cotovelo envolvem estruturas complexas que, se mal tratadas, levam à rigidez articular permanente. As principais são: fratura do olécrano (ponta do cotovelo), fratura da cabeça do rádio (comum em queda com braço estendido) e fratura do úmero distal (de alta complexidade, frequente em idosos e traumas de alta energia). O cotovelo é particularmente propenso à rigidez pós-traumática, por isso a mobilização precoce é ainda mais crítica aqui do que nas fraturas do ombro.


Conceito Articular
A articulação acrômio-clavicular liga a extremidade distal da clavícula ao acrômio na escápula. Por suportar altas cargas de tração e compressão, o desgaste cartilaginoso provoca dor bem localizada no topo do ombro, estalidos e limitação em movimentos acima da cabeça ou em treinos de força.
Sintomas
- Dor intensa localizada no cotovelo após trauma
- Edema e hematoma rapidamente progressivos
- Impossibilidade ou grande limitação de movimentos
- Deformidade visível em fraturas desviadas
- Risco de lesão do nervo ulnar, mediano ou vasos (avaliação neurovascular urgente)
Causas
- Queda com mão estendida ou sobre o cotovelo
- Trauma de alta energia (acidentes de trânsito)
- Contração muscular violenta (fratura do olécrano)
- Osteoporose em pacientes idosos

Perfil Epidemiológico & Sobrecarga
Alta Prevalência em Atletas de Força
Muito frequente em frequentadores de academia e praticantes de musculação (especialmente em supino reto, inclinado e desenvolvimento de ombros).
Faixa Etária Predominante
Comum entre a 3ª e a 5ª década de vida, afetando trabalhadores manuais e desportistas.
Osteólise Distal da Clavícula
Microtraumas repetitivos provocam reabsorção óssea na ponta da clavícula com processo inflamatório crônico.
Diagnóstico por Imagem

Exames e Diagnóstico Clínico
Radiografias em duas incidências (AP e lateral). Tomografia para planejamento cirúrgico nas fraturas complexas. Avaliação neurovascular imediata.
Classificação

Classificação de acordo com Kellgren-Lawrence (artrose):
Sem alterações radiográficas
Osteófitos discretos
Osteófitos definidos e estreitamento discreto
Estreitamento importante do espaço articular
Estreitamento grave, esclerose e grandes osteófitos
Tratamentos
Tratamento Clínico

Tratamento Cirúrgico

Recuperação
A mobilização precoce é fundamental. Consolidação em 8 a 12 semanas. Recuperação funcional completa em 4 a 6 meses. Rigidez residual é uma complicação frequente nas fraturas do úmero distal.
Doenças Relacionadas
Para entender melhor o quadro geral e as opções de tratamento na mesma região do corpo, veja também:
- Instabilidade do Cotovelo — Lesões ligamentares que causam instabilidade articular, comuns em atletas de arremesso.
- Reabilitação Pós-Cirurgia do Cotovelo — Protocolo de recuperação funcional após procedimentos cirúrgicos no cotovelo.
- Síndromes Compressivas Nervosas do Cotovelo — Compressão do nervo ulnar (túnel cubital) ou radial (túnel radial) causando dor e déficit neurológico.
